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Pastoras Batistas

Após anos de debates, consultas as Seções Estaduais criou-se no Brasil Batista uma grande expectativa sobre qual decisão a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil iria tomar sobre a filiação de pastoras.

Em Assembleias anteriores ficou decidido que cada igreja local teria autonomia para decidir se iria ou não ordenar pastoras, a OPBB preferiu não emitir opinião sobre o tema, deixou que cada igreja local legislasse sobre a matéria, mas a Ordem continuava sem recebe-las em seu quadro.

Na Assembleia de 2013 foi aprovada uma resolução que o assunto teria uma decisão final em 2014, na Assembleia de João Pessoa. Uma grande expectativa novamente foi criada, qual será a decisão que a OPBB irá tomar sobre esse assunto polêmico.

Com receio de criar uma cisão na Ordem, a diretoria apresentou uma proposta ao Conselho que consistia em deixar que cada Seção Estadual decidisse sobre a filiação ou não de pastoras. Na prática, a OPBB passa a aceitar o ingresso de pastoras em seu quadro, mas respeita as Seções que decidirem não receber a filiação de pastoras.

No Conselho fui contra a proposta, pois ela abre o caminho para o ingresso de pastoras na Ordem e também irá proporcionar que em alguns estados haja pastoras filiadas a Ordem e em outros não. Ao invés de nacionalizar os critérios, estaremos deixando que cada Seção legisle sobre o assunto.

Porém o plenário da Assembleia, por 246 votos favoráveis e 196 contrários, aprovou a proposta trazida pela Diretoria da OPBB. Com isso, fiquei duplamente frustrado, pois a partir de agora a OPBB reconhece formalmente o Pastorado Feminino e ao mesmo tempo irá conviver com seções estaduais que aceitarão a filiação de pastoras e outras que não aceitarão. Algo que irá gerar constrangimentos  entre outros problemas.

Como Presidente da Seção Gaúcha da OPBB terei a tarefa de convocar uma Assembleia específica para definir qual será a posição de nossa Seção sobre esse tema, que com certeza irá suscitar longos e tensos debates.

Por fim, quero explicar minha posição contrária ao Pastorado Feminino. Não encontro base bíblica para justificar tal posição. Procurei escutar aqueles que defendem tal posição e a maioria de seus argumentos estão relacionados a questões sociológicas, antropológicas e filosóficas. Pouco ou quase nada de hermenêutica eles utilizam para defender tal posição. Entendo que esse caminho é perigoso, pois por esses ângulos poderemos encontrar justificativas para criar uma série de outras anomalias teológicas dentro de nossas igrejas, que prefiro nem citar. Quando nossa práxis não está fundamentada numa boa hermenêutica estamos mais próximo da heresia do que da coerência bíblica.

E qual sua opinião sobre esse tema???

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