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Meu desabafo após o Grenal

Um dos objetivos desse blog é expressar minha opinião sobre diferentes temas. Já escrevi sobre questões bíblicas, sociais, familiares, pessoais e hoje vou escrever sobre futebol, uma das minhas paixões.

Neste domingo o Grêmio perdeu mais um Grenal e também o título do Gauchão. Para piorar, perdemos os dois últimos clássicos jogando muito abaixo do Inter, na verdade, as duas últimas atuações do Tricolor foram constrangedoras e desanimadoras.

Grenal é um campeonato a parte. É o jogo mais importante do clube. Mobiliza o estado, levanta ou derruba a autoestima do torcedor, por isso, é doloroso constatar que não vencemos o clássico desde 26 de agosto de 2012, com um gol do Elano. Desde então, foram 8 Grenais  com 4 vitórias do Inter e quatro empates. Em três Grenais na Arena, nenhuma vitória. Para aumentar meu desencanto, o maior presidente da história do clube, desde que retornou a presidência do Grêmio, não venceu nenhum clássico. Os números da atual gestão são desanimadores, 4 derrotas e 3 empates. Parece que o Koff desaprendeu a vencer Grenais e a conquistar títulos. Provavelmente deixará a presidência no final de 2014 sem nenhuma faixa de campeão.

Nosso técnico, jogou 3 Grenais, empatou 1 e perdeu 2. Há vários jogadores no clube que nunca venceram Grenal, entre eles estão o Barcos, Rodolfo, Riveiros, Ramiro e outros menos cotados.

Por isso, estou desanimado com o atual momento do Grêmio. Não tenho grandes esperanças com o restante da temporada, creio que ficaremos mais um ano na fila. O que mais me indigna é que não vejo reação no grupo de jogadores, na direção, na comissão técnica, falta uma obstinação na busca por títulos e também na missão de resgatar a hegemonia no futebol gaúcho, que por tantos anos foi nossa. Não venham vender ilusões, que iremos ser campeões da Libertadores ou Brasileiro, um clube que não consegue vencer o Gauchão, não pode ambicionar conquistas maiores.

Por amar esse clube é que estou revoltado. Espero mais do Grêmio. Anseio por voltar a comemorar títulos e não apenas vaga na Libertadores. Anseio por voltar a ganhar Grenais e a devolver as últimas goleadas que recebemos do adversário. Nossa última goleada no colorado foi em 29 de julho de 1990, quando vencemos por 4 x 1 com dois gols do Paulo Egidio, um do Cuca e um do Assis.

Dirigentes, Técnicos e jogadores que não conseguem vencer Grenal, não servem para o Grêmio. Peçam para sair ou trabalhem com obstinação para reverterem essa realidade, que até o momento, tem sido amarga para a maior torcida do Sul do Brasil.

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Minha Bibliotecária Preferida

Sou casado com uma Bibliotecária, porém, uma bibliotecária apaixonada por sua profissão. Ela trabalha nesta área, de forma ininterrupta, a 19 anos. Já passou por três bibliotecas, em diferentes instituições, sempre trabalhando com entusiasmo e dedicação.

Mesmo no frio do inverno ou no calor do verão, ela acorda cedo e cheia de entusiasmo para trabalhar. Gosta de atender o público, de catalogar livros e trabalho científicos, não se cansa da rotina da biblioteca e das demandas de sua profissão.

Hoje é o dia do Bibliotecário (12/3). Minha homenagem aos bibliotecários por serem, entre outras coisas, fiéis depositários do conhecimento produzido pela humanidade. Graças a dedicação de vocês o conhecimento descrito em livros e trabalhos científicos, está catalogado, disponível e preservado.

Quanto a minha bibliotecária preferida, testemunho que todo conhecimento profissional adquirido por ela, tem ajudado nossa família. Ana Paula organiza nossa casa com maestria, tem facilidade em encontrar o que nós não sabemos onde está, tem conhecimento eclético e capacidade para conversar sobre os mais diferentes temas e ajudou nossos filhos a desenvolverem uma capacidade de leitura acima da média.

Cada vez tenho mais convicção que feliz são aqueles quem amam sua profissão, que possuem alegria com suas atividades e rotinas profissionais. Essas pessoas irão fazer do seu  trabalho algo prazerosos e relevante. Minha esposa está neste grupo. Minha oração é que você também esteja.

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Frustração Nacional

A decisão de hoje (27/2/2014) do STF, que revisou a condenação de 8 mensaleiros que essa mesma corte havia dado no final de 2012, através dos tais embargos infringentes, expõe o Supremo Tribunal Federal a um constrangimento e gera na população brasileira uma grande frustração. Os mensaleiros continuam condenados por crimes de corrupção mas foram absolvidos do crime de formação de quadrilha. Com essa decisão, por exemplo, a pena para José Dirceu irá baixar de 10 anos e 10 meses para 7 anos e 11 meses e a de Delúbio Soares de 8 anos de 11 meses para 6 anos e 8 meses. Com isso, os dois escaparam do regime fechado, que só é aplicado a condenações superiores a 8 anos.

É muito estranho que o próprio tribunal revise sua própria sentença, justamente quando a composição do mesmo se modificou. No ano passado dois Ministros tiveram sua aposentadoria compulsória, Cesar Peluzzo e Ayres Britto e dois novos Ministros foram indicados pela Presidência da República: Luis Roberto Barroso e Teori Zavascki, que casualmente, votaram pela absolvição dos mensaleiros do crime de formação de quadrilha. Com isso, o resultado do julgamento de 2012 foi modificado, o que beneficiou esses oito mensaleiros, gerando constrangimento para a Corte e frustrando a imensa maioria do povo brasileiro, que esperava um outro desfecho para esse que foi um dos maiores escândalos de corrupção de nosso país.

A impunidade é a maior incentivadora da criminalidade no Brasil. Por causa da impunidade é que a corrupção segue crescendo e a violência nas ruas se proliferando. O Brasil perdeu uma grande oportunidade de mostrar que o país está mudando, que as instituições estão mais republicanas e rigorosas no combate a corrupção. Mas ao contrário disso, a mensagem que o STF transmitiu nesta manhã foi de que aqueles que tem bons advogados, bastante dinheiro e são bem articulados politicamente acabam escapando e vivendo acima da lei.

Estou frustrado com o final do julgamento do mensalão e você como está avaliando esse assunto???

Novos ministros do STF

Luis Roberto Barroso e Teori Zavascki

Um grito por mais segurança pública

Recentemente o Jornal  Zero Hora divulgou o número de homicídios, latrocínios, roubos de veículos e assaltos a mão armada em 2012 e 2013. São números assustadores e que demostram que a bandidagem tem crescido de forma galopante no RS, o que também deve acontecer no restante do Brasil. Abaixo reproduzo a informação veiculada no dia 31 de janeiro de 2014 no referido jornal.

Ano Homicídios Latrocínios Assalto a mão armada Roubo e furto de carro
2012 1992 91 46.214 23.671
2013 1882 111 51.997 24.553

 

Os policiais militares reclamam que prendem pela manhã e no final do dia os criminosos são soltos. Juízes mandam soltar presidiários em função da superlotação dos presídios. Milhares de processos penais tramitam a passo de tartaruga nos tribunais brasileiros, muitos condenados passam do sistema fechado para o semi aberto, e voltam as ruas para prosseguirem sua jornada de crimes. O cidadão honesto está cada vez mais acuado e sofrendo nas mãos da bandidagem.

Em dois anos quase 50 mil pessoas perderam seus veículos, quase 100 mil pessoas foram assaltadas e carregam consigo lembranças terríveis, que causam pesadelos, medo e por vezes geram doenças psíquicas. Sem contar as milhares de vidas assassinadas, que deixaram cônjuges viúvos e filhos órfãos.

Vários políticos demagogos dizem que preferem construir escolas do que presídios, que precisam investir mais em educação do que em segurança. Isso é uma falácia, pois se não houver um combate rigoroso a criminalidade nossa sociedade estará a beira do caos, entregue nas mãos de criminosos, que sem pudor assaltam, matam e cometem toda sorte de barbárie. Uma sociedade onde criminosos não são punidos, incentiva o crime.

O sistema prisional precisa de reformas profundas e de muito investimento. Que se acabe com os auxílios financeiros para as famílias dos criminosos e use esse dinheiro para construir novos presídios e contratar mais agentes penitenciários. Que se acabe com o regime semi aberto e cada condenado cumpra em regime fechado o total da pena recebida.  Que os julgamentos sejam mais rápidos e tolerância zero com aqueles que escolheram viver na criminalidade. Que se aumente o número de policiais civis e militares, bem como os investimentos para equipar a qualificar o trabalho dos agentes de segurança pública.

Ainda estamos muito longe do ideal bíblico. Mas sonho que um dia o Estado brasileiro seja eficaz no combate a criminalidade, para que possamos ver, na área da segurança, aquilo que diz em Romanos 13.3-4:  “Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal”

O que você pensa sobre a segurança pública em nosso país? O que fazer para diminui-la?

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O beijo gay e o controle remoto

Recentemente a novela Amor e Vida, a qual não assisti nenhum capítulo, exibiu o primeiro beijo gay das telenovelas brasileiras. A repercussão disso foi imensa. Alguns ativistas LGBT escreveram que o Brasil nunca mais seria o mesmo, que um novo país estava surgindo, entre tantas outras manifestações ufanistas. Também outras pessoas ficaram revoltadas, criticando a Rede Globo por promover tal prática.

Há muito já perdi a esperança que a Rede Globo e as demais grandes emissoras de TV aberta, ofereceriam uma programação educativa, coerente com valores cristãos e com a formação moral que desejo que meus filhos tenham. A televisão é um grande negócio privado, onde o lucro e a audiência é o grande objetivo. Assim como alguns canais estatais trabalham em favor dos interesses do governo. Portanto, devemos ser bem criteriosos com aquilo que iremos assistir e não nutrir grandes expectativas que encontraremos programações adequadas aos nossos valores e crenças.

Parafraseando as Escrituras “ver tv é lícito, mas nem todas programações convém”. Quem deve decidir sobre o que você assistirá é sua consciência e sua capacidade de discernimento. Por exemplo, nossa família não assiste nenhuma novela, BBB e outros programas que fazem apologia a promiscuidade, ao ocultismo e a outros temas que ferem nossa fé ou consciência. Nossa censura é o controle remoto.

Não confio no Estado, para querer que ele determine o que pode ou não ser exibido na TV, prefiro que o meu controle remoto seja o responsável por impedir que minha família assista determinados programas ou canais de TV.

Assim como na política nossa arma é o voto, na TV nosso instrumento de pressão é a audiência. Neste processo de escolha, as vezes devemos escolher entre ligar ou não a TV e em outras ocasiões, qual o canal que receberá nossa audiência.

A melhor arma de proteção contra os maus programas de TV é o controle remoto. Viva o controle remoto!!!

O que você pensa sobre esse assunto??

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Para Além da Boate Kiss

A pouco mais de um ano ocorria uma das maiores tragédias do nosso país, onde 242 jovens morreram no incêndio ocorrido na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria. Li e ouvi relatos comoventes, tanto de familiares que perderam um ente querido, quanto de heróis que lutaram para resgatar algumas pessoas daquele local em chamas.

A partir daquela tragédia a imprensa, políticos e outras instâncias da sociedade começaram a clamar por mais segurança em  boates e em outros locais públicos. Desde então a sigla PPCI (plano de prevenção contra incêndios) se popularizou. Os bombeiros  e prefeituras municipais começaram a vistoriar as casas de festas e tantos outros locais públicos. Novas normas de segurança começaram a vigorar e a opinião pública clama por mais segurança nas boates.

Porém, quero propor um outro olhar sobre esse tema. Creio que mais importante que um novo PPCI seja um novo paradigma de diversão para nossa juventude. Mais importante que fiscalizar a segurança das Casas Noturnas é fiscalizar o que está sendo feito dentro e nas imediações dessas boates.

Infelizmente em cada final de semana, nas festas da juventude brasileira, morrem várias pessoas vítimas da violência, das drogas e do trânsito. Enquanto nossos olhos ficarem apenas olhando para o PPCI, deixaremos de ver a barbárie que ocorre no entorno das casas de festas, nas madrugadas das grandes cidades brasileiras. Em alguns destes locais  existe uma espécie de “terra sem lei”, onde traficantes, gangs e homens sem pudor, fazem o que bem entendem, ceifando a vida de muitos jovens brasileiros.

A tragédia da Boate Kiss deve mobilizar nossa sociedade para lutar por um novo paradigma de diversão, onde seja possível se divertir em locais pequenos, sem necessariamente drogas e álcool, onde a presença do Estado para conter excessos seja intensa, onde o respeito ao próximo seja um valor inegociável e a vida não seja tragada por incêndios, atropelamentos, tiros, overdoses ou qualquer outra forma que atente contra a vida.  Que nossa juventude seja capaz de desenvolver novas formas de diversão.

Kiss

Violência nos Estádios, Cidades e Estradas

Desde a briga entre as torcidas do Vasco e Atlético Paranaense, a imprensa está fazendo várias reportagens sobre a violência nos estádios, cobrando providências e criticando dirigentes e torcidas organizadas. Toda essa repercussão é decorrente de que o futebol é um produto comercial caríssimo, exibido em rede nacional várias vezes por semana, as brigas mostradas pelos diferentes programas de televisão assustam e revoltam a opinião pública.

Entretanto a violência nos estádios comparada com a violência das cidades e das estradas é extremamente menor. Estudos recentes divulgados em vários jornais, como o Estadão na edição de 21 de novembro de 2013, afirmam que nos últimos 30 anos morreram nas estradas brasileiras, em função de acidentes automobilísticos, 980.838 pessoas. Outro dado assustador divulgada pelo site Mapa da Violência refere-se ao número de homicídios nos últimos 30 anos, segundo o site foram 1.145.908 assassinatos em todo Brasil. Somando esses dois dados, temos nas últimas três décadas mais de 2 milhões de vítimas da violência nas cidades e nas estradas.

Segundo o levantamento do site Lancenet nos últimos 24 anos morreram nos estádios ou no seu entorno 155 pessoas em função de brigas entre torcedores. Quando comparamos tais números, percebemos que a violência é um fenômeno social, disseminada por todos segmentos da nossa sociedade, o que muito preocupa-me e me levou a escrever este artigo.

A violência nos estádios é um singelo reflexo da violência disseminada em nossa sociedade. Acabar com as torcidas organizadas não irá eliminar as brigas nos campos de futebol, assim como aumentar as multas de trânsito não tem ajudado a diminuir o número de óbitos nas estradas. O que precisamos para reverter esse quadro, é mudança de valores.

Alguns dizem que a solução para o fim da violência é a educação, mas não acredito que a educação formal por si só resolva o grave problema da violência em nosso país. Precisamos é de mudança de valores e princípios morais, que não são ensinados nas escolas formais, mas sim nas igrejas. É necessário entender e aplicar na vida um princípio ensinado por Jesus Cristo: “Assim, em tudo, façam aos outros, o que vocês querem que eles lhes façam” Mt 7.12. Esse princípio, junto com tantos outros que estão nas Escrituras, irão ajudar a construirmos uma cultura de respeito a vida e ao próximo, algo que está faltando, nas cidades, estradas e também nos estádios.violencia

Marcas de uma Espiritualidade Cristã Saudável

Pode-se definir espiritualidade como a expressão de sua fé. Por isso, a palavra espiritualidade necessita ser acompanhada por uma caracterização, pois por si só, ela é ampla e indeterminada. No contexto cristão, a espiritualidade é a forma como vivemos os ensinamentos de Jesus Cristo, revelados na Bíblia.

Entretanto, essa vivência da fé cristã tem apresentado contradições e incoerências com os ensinamentos bíblicos. Por isso, é necessário uma reflexão sobre nossa espiritualidade, buscando avaliar se ela está alinhada com aquilo que as Escrituras Sagradas ensinam.

Estou convicto que há três bons indicadores para avaliarmos a espiritualidade de alguém, a saber, Devoção, Integridade e Serviço. O estilo de vida que todo seguidor de Jesus precisa ter, deve ser marcada por essas três atitudes. Elas se complementam e precisam ser vividas simultaneamente. Não se pode viver uma delas em detrimento de outra. São inseparáveis.

A devoção é expressa através das disciplinas espirituais, como oração, leitura bíblica, jejum, cânticos espirituais entre outras. A integridade é demonstrada através de caráter e conduta ilibada, bem como pela obediência a Palavra de Deus. O serviço é aquilo que fazemos pelo próximo, nosso envolvimento com a igreja local, a comunidade onde vivemos entre outras iniciativas solidárias e altruístas.

Quando uma dessas áreas não está sendo vivida por um seguidor de Jesus, sua espiritualidade não está saudável, pois a falta de devoção irá gerar uma espiritualidade carnal, a falta de integridade, por sua vez, irá comprometer o testemunho cristão e a ausência de serviço irá produzir indiferença e distanciamento das necessidades das pessoas.

A devoção isolada pode levar ao fundamentalismo. A integridade por si só, produzirá apenas bons cidadãos da terra, mas que não serão bons cidadãos do Reino de Deus. O serviço como fim em si mesmo irá gerar ativismo e comprometer a motivação da razão pela qual se está servindo.

Acredito que uma parte expressiva de cristãos estão vivendo apenas uma ou duas dessas dimensões. Vejo em muitas pessoas devoção e integridade, porém faltam as obras. Como nos adverte Tiago 2.26 “a fé sem obras é morta”. Também conheço outros que possuem integridade e serviço, entretanto suas vidas e ministérios estão carentes do sobrenatural de Deus e de uma percepção da vontade do Senhor, com isso acabam “errando porque não conhecem as Escrituras e nem o Poder de Deus” (Mt 22.29). Assim como há aqueles que possuem devoção e serviço em sua vida, porém a falta de integridade tem comprometido seu testemunho e ministério, deixando-os mais parecidos com os hipócritas do que com Jesus Cristo.

É importante compreender que as marcas de uma espiritualidade saudável não são prosperidade econômica, fama, influência, realizações, sinais carismáticos, dons e oratória, mas sim, uma vida de devoção ao Senhor, serviço ao próximo e uma conduta íntegra.  Minha oração e meu compromisso é trabalhar para que nossa Igreja seja um lugar de devoção, integridade e serviço. Enquanto viver irei ensinar isso as minhas ovelhas e compartilhar esse ensinamento com meus irmãos e amigos, pois afinal de contas, o Senhor não espera nada menos do que isso dos seus discípulos.

Espiritualidade

Amigos que tornam a vida melhor

Há uma diferença entre Conhecidos e Amigos. Por isso, não existe o Dia do Conhecido, mas sim o Dia do Amigo. Hoje quero escrever sobre um importante tema: amizade.

Conhecidos são aqueles que sabemos o nome, trocamos alguns cumprimentos, falamos de amenidades, jogamos bola, trocamos e-mails e temos uma relação superficial. Infelizmente temos mais conhecidos do que amigos. Já amigos são aqueles que nos relacionamos numa dimensão mais profunda, onde abrimos o coração, compartilhamos nossos dramas, dividimos nossas conquistas e criamos vínculos emocionais. A bíblia diz que um amigo pode se tornar um irmão.

Amigos são parte da nossa riqueza na terra. Só sabemos o valor de uma amizade quando perdemos um amigo querido, a dor da perda, ajuda a mensurar o quanto ele era valioso para nós. Já perdi amigos que faleceram e outros que tomaram decisões que inviabilizaram nossa amizade, em ambos casos empobreci emocionalmente, por isso, afirmo, perder amigos empobrece nossa existência. Por outro lado, fazer amigos aumenta nossa riqueza na terra. Por isso, bem aventurado aquele que tem muitos amigos.

Amizades sobrevivem a distância, ao tempo e as crises. Tenho amigos que moram a milhares de kilômetros e quando nos encontramos parece que somos vizinhos, tamanha é nossa afinidade e confiança. Também tenho amizades que duram décadas, pessoas com as quais já vivi diferentes estágios e momentos da minha vida, são relacionamentos sólidos, que atestam nossa capacidade de preservar amizades ao longo do tempo. Além desses, também tenho amigos com os quais já enfrentei momentos de crise, onde nossa amizade foi testada em momentoas  de desentendimentos e conflitos. Mas com a graça de Deus, fomos capazes de nos perdoar e superar nossas crises. Em momentos de tensão algumas amizades terminam, enquanto outras se fortalecem. Essas são as amizades que superaram as crises.

Meu alvo é construir amizades para a vida toda. Amizades que resistam a distância, ao tempo e as crises. Pela graça de Deus já tenho muitos amigos deste quilate e espero fazer outros tantos. A eles minha gratidão e carinho, pois eles tornaram minha vida melhor e são parte da minha riqueza na terra.

Falar pessoalmente

 

O Fator Pilatos

Pôncio Pilatos era Prefeito da província romana da Judeia, território de Israel, mas que estava sob domínio e governo romano, nos tempos de Jesus Cristo.Entre suas responsabilidades estava julgar os acusados de crimes contra a ordem social, tanto que foi ele o juiz que julgou as acusações contra Jesus Cristo, de acordo com a narrativa bíblica.

No Evangelho de Lucas, no capítulo 23 há algumas informações importantes sobre esse julgamento. O texto afirma que por três vezes Pilatos afirmou que não encontrou motivo algum para condená-lo a morte, entretanto os líderes religiosos e o povo o pressionava para condená-lo a morte. Observe os seguintes versículos: “Eles, porém, pediram insistentemente, com fortes gritos, que Jesus fosse crucificado; e a gritaria prevaleceu. Então Pilatos decidiu fazer a vontade deles” Lc 23..23-24.

Pilatos abriu mão de suas convicções e cedeu a pressão popular. Numa linguagem esportiva, ele “jogou para torcida”, ou como nossos políticos costumam fazer “fez média com a opinião pública”. Mesmo sabendo que Jesus não deveria ser crucificado, atendeu a vontade das massas e autorizou sua crucificação. O pecado de Pilatos foi a omissão, pois não teve coragem de fazer o que ele deveria ter feito. Ele cedeu as pressões e aos gritos de uma multidão enlouquecida e manipulada. Infelizmente, em nossos dias, muitas pessoas tem seguido o exemplo de Pilatos, deixando de fazer o que deveriam realizar.

Governantes e líderes de nosso país tem agido como Pilatos. Costumam andar pela estrada da omissão, preferem atender interesses escusos a enfrentar a injustiça, a corrupção, a manipulação e a opinião pública. Pilatos teve medo de enfrentar os líderes que queriam crucificar Jesus. Pilatos ficou com receio de contrariar os gritos da multidão. Enfim, Pilatos não teve coragem de fazer o que era correto.

Estamos vivendo dias de pressão popular pedindo mudanças em nosso país. O Brasil realmente precisa de profundas reformas na área política, tributárias, judiciária e educacional. Porém tais mudanças precisam de coragem de nossos governantes e líderes. Eles sabem o que precisa ser feito, porém, assim como Pilatos, escolheram o caminho da omissão e protelam aquilo que é urgente. Meu receio é que os discursos de nossos governantes sejam apenas uma tentativa de “jogar para torcida”, esperando o movimento esfriar.

Chega de omissão, chega de jogar para torcida. É necessário coragem para enfrentar os grandes problemas do nosso país.

A todos meus amigos que exercem liderança em alguma área, lembrem-se que um líder não deve jogar para torcida, nem ser refém da opinião pública, mas exercer sua função de acordo com sua consciência, suas convicções e a direção de Deus. Que seja esse nosso alvo.

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