Arquivo mensais:janeiro 2015

Querida Igreja??? Conta outra!!!

Recentemente li um artigo publicado pelo site www.cristaoscansados.net, escrito por John Pavlovitz, onde o autor enumera as razões pelas quais as pessoas deixam a igreja.

É mais um entre outros textos que elegeram a Igreja como a vilã do Cristianismo. Segundo o autor as pessoas deixam a igreja porque  ela realiza cultos ralos, sua linguagem é morta,  sua visão não vai além das paredes, luta pelas batalhas erradas e seu amor não parece amor.

Gostaria de saber qual igreja ele está criticando. Uma igreja em particular, a igreja que ele pastoreou no passado (Igreja Metodista Good Shepard), todas as igrejas do mundo, algumas igrejas que ele conhece, as igrejas  históricas, as pentecostais, enfim, a crítica quando é genérica torna-se perversa e injusta.  Assim como é injusto chamar todos os muçulmanos de terroristas é um absurdo caracterizar todas as igrejas locais dentro deste estereótipo que John Pavlovitz descreveu.

Conheço muitas igrejas locais onde os cultos são inspiradores, onde a palavra de Deus é anunciada com coerência bíblica e relevância. Assim como conheço várias comunidades cristãs que tem uma abordagem contextualizada, comunicam-se de uma forma compreensível ao povo. Também posso relatar um grande número de igrejas cuja visão tem alcançado e abençoado pessoas nas mais distintas situações, igrejas que estão envolvidas em ações missionárias, evangelismo, auxilio aos necessitados, apoio aos doentes, cuidando de crianças e influenciando sua cidade. Poderia também enumerar várias igrejas locais que estão lutando por questões relevantes e outras tantas que demonstram seu amor ao próximo de tantas maneiras cativantes e altruístas. Ao contrário de alguns, tenho uma profunda admiração por aquilo que muitas igrejas locais fazem ao redor do mundo. Também tenho muito cuidado ao criticar o Corpo, porque quem ataca o Corpo de Cristo, também está ferindo o Cabeça da Igreja.

Mas o que levou John Pavlovitz a escrever esse artigo? Será que ele é um cristão piedoso que foi incompreendido pela igreja onde pastoreava?? Será que foi injustiçado??

Bem, recomendo que os leitores leiam os pensamentos e teses desse pastor em seu site: www.johnpavlovitz.com. Também leiam uma reportagem feita pelo portal Gospel Prime http://noticias.gospelprime.com.br/pastor-filho-gay-deus-criou-assim/

Após tomar conhecimento do conteúdo de seus textos constatei que ele é um ativista do movimento LGBT, que seu problema não é com a falta de amor ou de visão dos cristãos, mas com as Escrituras Sagradas. Ela deveria assumir publicamente que não acredita na Bíblia como Palavra de Deus e por isso, resolveu sair da igreja. Mas como isso não seria correto teologicamente, prefere ficar usando a igreja como pretexto, para fazer aquilo que está descrito em (2Tm 3.1-5).  Na verdade, o problema dele não é com a Igreja, é com os ensinamentos de Deus e em última análise, com o próprio Deus.

Outra curiosidade sobre John Pavlovitz, é que ele deixou uma igreja local para começar uma igreja virtual. Ele afirma em seu site que se dedica em tempo integral  a escrever post para seu site, dar conferências  e está trabalhando para criar uma igreja virtual, onde inclusive, já está pedindo doações para financiar seu projeto. Também fiquei surpreso com seu relato sobre sua participação em cultos de uma Igreja LGBT nos USA. Quem quiser saber o que ele pensa sobre isso, confira seu artigo: http://johnpavlovitz.com/2015/01/12/singing-songs-with-unicorns-my-weekend-with-lgbt-christians/

Havia algo que me intrigava com o título da crônica, publicado no site dos Cristãos Cansados, pois o título está da seguinte forma: Querida Igreja, saiba realmente porque estamos te deixando. Esse título não combinada com o texto. Fui em busca do texto original e o título originalmente do artigo é o seguinte: Church, Here’s Why People Are Leaving You. Part 1, publicado em 15 de agosto de 2014. Uma tradução mais literal seria: Igreja, porque as pessoas estão te deixando. Agora fica mais claro a intenção do autor. Não se trata de um texto publicado por alguém que ama e respeita a igreja, mas sim de alguém que não se considera parte dela, alguém que a combate e a agride.

Minha intenção com esse texto não é sair em defesa da Igreja de Jesus Cristo, pois não respondo por ela. Deixo essa prerrogativa ao Cabeça da Igreja. Respondo em parte por uma igreja local, composta por pessoas que com suas limitações tentam viver o Evangelho com simplicidade e dedicação. Somos uma comunidade que anuncia a Palavra de Deus com temor e graça. Nossos cultos são uma expressão de nossa fé e um testemunho para o mundo do nosso amor e compromisso com o Senhor. Nossa linguagem é simples e objetiva. Temos muito a aprender no que tange a falar para diferentes grupos, mas isso, não significa que nossa comunicação seja arcaica e morta. Nossa visão vai muito além da Rua Ariovaldo Pinheiro. Temos cooperado com a plantação de igrejas locais por vários lugares, alguns inclusive fora do país. Além disso, ensinamos nossos membros a servirem em suas comunidades e agirem como sal da terra e luz do mundo por onde circularem. Procuramos comunicar o amor de Deus de diferentes formas, cuidando de crianças, instruindo adolescentes e jovens, apoiando famílias em crise, levando comida para moradores de rua, visitando enfermos, oferecendo ajuda para muitas pessoas, enfim, mesmo sendo uma pequena igreja, somos um grupo que procura amar aqueles que cruzam nosso caminho. Por isso escrevi esse contraponto ao texto de John Pavlovitz. Principalmente, porque julgo importante que aqueles que leram e se identificaram com o texto dele, saibam melhor o que ele pensa e representa. Fico preocupado com os cristãos que se identificam com as posições desse ativista, talvez por se alimentarem tanto de seus escritos acabaram ficando cansados, talvez esse cansaço não tenha a ver com a igreja, mas com a luta que precisamos travar contra nossa carne, pois como disse Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Sim, isso pode cansar. Entretanto, escolhi continuar servindo a Deus na Igreja local que Ele me designar, pois entrei para a Igreja por causa de Jesus e por amor e obediência a Ele, seguirei nela por toda minha vida.

querida-igreja

Superando o Primeiro Quilomêtro

Até 2012 tinha pavor de correr. Não via nenhuma graça em correr em volta de uma pista, ou pelas ruas e parques da cidade. Porém, no final de 2012 estava com 112kg e comecei a ficar bem preocupado com minhas perspectivas. Com dificuldades para praticar esportes coletivos resolvi me dedicar a dois esportes, tênis e corrida. Em 2012 meu primeiro desafio foi correr 400 metros, como foi difícil dar uma volta na pista atlética do clube onde comecei.

Aos poucos fui aumentando o trajeto, chegar a 1km foi meu primeiro grande alvo. De setembro a fevereiro de 2013 corri sozinho, sem nenhum tipo de acompanhamento e orientação. Corria pequenas distâncias num ritmo bem lento. Mas comecei a encontrar prazer naquele exercício.

Em fevereiro de 2013 montamos um pequeno grupo de corrida. Nosso líder era o Rogério Dias, através dele recebemos instrução, encorajamento e apoio para seguir correndo. Foi nesta época, mais especificamente no dia  11 de fevereiro de 2013 que instalei um aplicativo em meu celular, o RunKeeper que começou a registrar a distância e o tempo de cada corrida. Desde então, segundo esse aplicativo, corri 109 vezes em 23 meses, dando um total de 602,8Km, uma distância equivalente a ir de Porto Alegre a Joinville. Sei que isso não é nada para atletas e corredores dedicados. Mas para alguém com o meu peso, idade e histórico, foi uma grande superação.

Escrevo esse relato para encorajá-lo a começar a correr. Supere o alvo de correr seu primeiro quilômetro. Não tenha pressa, mas sim perseverança. Não importa sua idade, eu comecei com 38 anos; nem seu peso, eu pesava 112kg, o importante é começar. Acredite, durante o processo você encontrará alegria e satisfação.

Desde 2013 emagreci 20kg, melhorei meus índices de colesterol, glicose, triglicerídeos entre outros. Mas, além disso, também adquiri mais disposição e autoestima.  Além disso, são momentos de descanso mental. Muitas vezes volto de uma corrida com o corpo cansado, mas com uma boa ideia para resolver determinado problema. Também já escutei alguns sussurros de Deus enquanto corria. Eles renderam boas pregações, reflexões e conversas.

Que em 2015, você corra seu primeiro quilômetro!!!

Deixe seu feedback sobre esse artigo nos comentários. Também ajude a divulgá-lo.

homem-correndo-720x265