Arquivo mensais:agosto 2013

Em Busca do Avivamento

Começo hoje (21/8/2013) minha viagem para Coreia do Sul. Estou indo na companhia de outros pastores brasileiros, para uma conferência sobre Espiritualidade e Avivamento em Seoul.

A Coreia do Sul viveu um grande avivamento no final do século anterior. Houve uma explosão do evangelho naquele país, com o surgimento de várias igrejas com milhares e milhares de membros. Há relatos de muitos milagres e conversões entre esse povo. Em função disso, cristãos de vários lugares do mundo tem ido a Coreia do Sul para conhecer a igreja coreana e aprender com ela sobre avivamento.

Sou mais um desses homens desejosos de ver, experimentar, aprender e trazer para minha terra um pouco daquilo que Deus fez na Coreia do Sul. Estou indo ao outro lado do mundo, em busca desse avivamento.

Deus é Deus de todas as nações. Ele age no mundo inteiro de diferentes formas e intensidades. Mas a sua igreja tem um comportamento distinto de país para país. Por isso, quero aprender com a Igreja Coreana, pois creio que ela tem muito a nos ensinar sobre devoção, evangelismo e discipulado.

Tenho um grande desejo de conhecer mais o poder de Deus e as suas manifestações. Busco andar mais próximo do Senhor e de sua vontade. Por isso, estou indo para essa conferência com grandes expectativas e com muita disposição de viver uma experiência que, espero, repercuta por muitos e muitos anos em minha vida e ministério.

Orem por mim e por todos os pastores brasileiros que estão indo nesta conferência. Orem por um avivamento no Brasil.

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Aos Pais

Aproveito o Dia dos Pais para falar sobre a responsabilidade e a alegria da paternidade. Ser pai é receber uma nova chance de acertar, é uma oportunidade de tentar novamente. Ao longo da vida acumulamos erros , que com o passar do tempo irão trazer arrependimento por não ter feito algo ou por determinadas escolhas que fizemos. As vezes, esses erros custam caro, outras nem tanto. Mas o fato é que quando nos tornamos pais, já sabemos, em boa parte, o que não se deve fazer. Essa maturidade ajudará a guiar nossos filhos por caminhos melhores.

Jesus, falando sobre nossas prioridades, afirmou: “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu Reino e a sua justiça, a as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Precisamos viver essa realidade e ensiná-la para nossos filhos. Muitos pais se preocupam apenas com “as demais coisas”, deixando Deus no final de suas preocupações. Isso é um grave erro. O Senhor é nossa maior riqueza, por isso, deve ser a principal parte da herança que deixaremos para nossos filhos. Ensine seu filho a colocar Jesus como sua prioridade. Preocupe-se com a formação espiritual dele, pois por melhor que ele seja na sua profissão, nos esportes, nas artes, sem o fundamento do Evangelho em sua vida, ele perderá o mais importante.

Divido com vocês cinco estratégias para uma boa formação espiritual de seus filhos:

1 – Proporcione a ele experiência missionárias - Mesmo que seu filho não seja um missionário de tempo integral, ele pode ter experiências missionárias de 3 semanas, 6 meses ou 1 ano. Há muitas organizações cristãs que promovem ações desta natureza. Isso irá produzir em seu filho um compromisso com a obra missionária que o acompanhará por toda sua vida.

2 – Converse com ele sobre suas experiências com Deus – Aquilo que você recebeu e viveu com Deus, reparta com ele. Conte suas aventuras como Senhor, fale de sua fé, das respostas de orações, dos livramentos, das bençãos, enfim, anuncie as próximas gerações os feitos do Senhor em sua vida.

3 – Estude a Palavra de Deus e Ore com seu filho – Muitos filhos de cristãos sabem muito pouco acerca de Deus, mal sabem orar e são imaturos espiritualmente. Não permita que seja assim com seus filhos. Tenha momentos de estudo bíblico em família. Orem juntos, sirvam a Deus juntos, enfim, vivam em família a fé cristã.

4 – Semeie e regue no coração de seus filhos amor e compromisso com a Igreja e a obra de Deus -  Incentive seu filho a servir na obra de Deus, a participar ativamente da igreja. Canalize a energia dele para o ministério. Não fale mal de seus pastores, nem de outros irmãos, não critique a igreja irresponsavelmente, não alimente no coração dele ressentimento ou indiferença quanto a noiva de Cristo.

5 – Viva sua fé com humildade e sem hipocrisia – Não aparente uma espiritualidade que você não vive. Não seja um falso moralista, ou um fariseu. Seja humilde em reconhecer que você também tem áreas a melhorar. Quando errar peça perdão, quando passar do limite reconsidere. Não coloque sobre seu filho um jugo que nem você é capaz de carregar, ofereça a ele a firmeza bíblica, acompanhada do amor e da graça de Deus.

Que nossos filhos sejam como flechas nas mãos do arqueiro, que no tempo certo serão lançadas e acertarão o alvo.

Abaixo um lindo clipe que nossa igreja produziu para o dia dos pais. Neste vídeo há algo lindo: filhos ao lado de seus pais.

Dia dos Pais – Passo D´Areia

 

Por trás das Cicatrizes

Conheci um homem, em Guiné Bissau, que trazia no corpo muitas cicatrizes que obteve por se converter ao cristianismo. Ele foi o primeiro de sua família que abandonou o islamismo. Por causa de sua decisão, seus irmãos, primos e tios deram uma surra tão grande nele, que o deixaram marcas por todo o corpo, algumas que irão acompanha-lo por toda sua vida. Quando conheci sua história, entendi melhor as palavras do Apóstolo Paulo, que afirma em Gálatas 6.17: “Quanto ao mais, ninguém me moleste, porque eu trago no corpo as marcas de Jesus”. Aquele africano podia dizer o mesmo.

Também existem cicatrizes internas, que marcaram nossa alma, que também nos proporcionaram dores intensas. Tais cicatrizes podem ser causadas por dramas familiares, desilusões afetivas, fracassos, conflitos entre tantas outras possibilidades. Ao longo da vida, todos acumularam esse tipo de cicatriz.

Mas qual o propósito das cicatrizes em nossa vida? Refletindo sobre essa pergunta, concluí que por traz de uma cicatriz, existe um sobrevivente. Quando olhamos para elas, recordamos, que apesar da dor e do sofrimento, sobrevivemos aquele drama, saímos marcados, porém vivos. Para evitar qualquer tipo de ufanismo, as cicatrizes ajudam a lembrar nossa fragilidade e humanidade.

Como Deus não desperdiça nenhuma de nossas dores, as cicatrizes também proporcionam autoridade para testemunhar aquilo que vivemos, dão crédito às experiências vividas. Por isso, não tenha vergonha de suas cicatrizes, não gaste energia tentando escondê-las, ao contrário, exponha e fale sobre elas. Jesus Cristo quando ressuscitou e apareceu aos seus discípulos, fez questão de mostrar suas cicatrizes (João 20,24-29). Elas o acompanharam , inclusive após sua ressureição, para servirem como sinal de seu sacrifício.

Quando você estiver enfrentando grandes batalhas, que estejam causando feridas em seu corpo ou em sua alma, não desanime. Creia que a graça de Deus transforma toda ferida em cicatriz. Confie que o Senhor está forjando algo em sua vida, para leva-lo a um nível mais profundo de maturidade e fé. Lembre-se do que foi dito a Jó: “Pois te esquecerás dos teus sofrimentos e deles só terás lembrança como de águas que passaram” (Jó 11.16).

Tenha um novo olhar sobre suas cicatrizes, ao invés da reclamação ou autocomiseração veja elas como oportunidades para recomeçar. A graça de Deus nos permite, mesmo machucados, tentar novamente. Que maravilha!!!

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